segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Possível abordagem do tema da redação do ENEM
     No mundo todo se discutem os limites da publicidade dirigida a crianças. Alguns países chegam a controlar e até proibir através de leis, propagandas voltadas aos pequenos. A autorregulamentação, como ocorre no Brasil, no entanto, é o meio mais adequado de se tratar o tema.
    A forma como o Brasil lida com a publicidade infantil prestigia a participação da sociedade. Permitir que o setor se autorregule faz com que se discuta caso a caso. Essa prática favorece o engajamento de pais, Ministério Público e entidades sociais no processo. A proibição pura e simples transfere a decisão para o Estado e coíbe esse debate tão caro à democracia.
    Além disso, a intervenção do Governo em temas ligados à comunicação é sempre temerosa. Hoje, proíbem-se comerciais de TV, amanhã produções jornalísticas e a liberdade de expressão... Proibir, nesse caso, é uma solução imediatista com efeitos colaterais nefastos para a sociedade e para a própria formação da criança.
    Portanto, o caminho é aprimorar os meios de autorregulamentação e incentivar mudanças de valores. A criação de conselhos representativos da sociedade civil para acompanhar os métodos da publicidade infantil é uma possibilidade. Junto a isso, família, sociedade, igreja, devem colaborar para a formação de cidadãos críticos, capazes de se desviar das armadilhas do consumismo inconsequente.