sábado, 15 de outubro de 2016


Dia do Professor
    As homenagens pelo Dia do Professor são bastante reveladoras do imaginário que permeia essa profissão."Valorização", "amor", "sacrifícios", são termos praticamente indefectíveis nas mensagens. Há,  nitidamente,  uma percepção quase unânime de que o professor não é um profissional "reconhecido". 
   Não compartilho dessa análise.  Muitos professores são mal remunerados. Mas, reconhecimento, é um conceito subjetivo. Ser professor é sim uma profissão tratada com respeito socialmente. É nítida a simpatia e afeição das pessoas quando revelamos ser professores. É bobagem, no entanto,  traçar comparações entre a forma como a sociedade trata ídolos de futebol ou do funk e os professores. Preconceito puro. Neymar e MC Bin Laden não concorrem em prestígio com professores. Não querem ensinar nada, só encantar.
    Aliás, professores também encantam. Também têm seu palco e seu público cativo. Muitos, no entanto, perderam ou nunca desenvolveram a capacidade de ler a admiração em seus alunos. Rubem Alves dizia que ser professor é ser imortal porque continuamos a viver naqueles cujos olhos aprendem a ver o mundo pela magia da nossa palavra. Verdade. O professor reclama da falta de valorização mas não reconhece que a evolução do aluno é o maior reconhecimento possível. Esse é o  nosso gol; esse é o nosso sucesso.

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Portaria proíbe cultos religiosos no Cefet-MG
    O Diretor Geral do Cefet-MG, Flávio Santos, publicou uma portaria que proíbe a realização de cultos religiosos dentro dos campi da instituição. Segundo o documento, a proibição se baseia na Constituição Federal, que veda ao Estado promover por qualquer meio eventos religiosos. A portaria foi publicada em 16 de setembro, ou seja três meses após ter sido realizada no Cefet de Divinópolis uma missa, com apoio da Diocese da cidade. A Constituição de 1988, em seu artigo 19, proíbe esse tipo de evento em instituições públicas:

Art. 19. É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:
I - estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público;
II - recusar fé aos documentos públicos;
III - criar distinções entre brasileiros ou preferências entre si.